quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Depressa não
Quis começar pelo fim;
não falar de origens e de fatos
consumados, consequentes;
a boca árida de conselhos pífios
não se amordaça pelo que não se sente
A verdade é que não era pra ser começo,
entorpeço, padeço, peco, pelos lábios arredios
num desafio de inibir o inevitável,
para arrancar de ti a desperança,
ou talvez me reconhecer inefável
Não era, mas fui; acabou e final?
as palavras tolhidas pelo não ser;
um abraço, um laço de distância, de afeto
silenciam o que não seria dito.
outro rito, despido de credo
Minhas mais sinceras vontades
do espelho que fujo, aquela que vai ao longe
diversos caminhos num só espiral
depressa não, qual é o ritmo?
do íntimo cadeado em visceral
André Café
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Nada aponta
O que me prende?
causa, vida, curta
nada mais fixa-me
nas rédeas do apego,
vestido de sossego
e madrugadas
Um pedaço, caco desprendido
do barroco reboco na parede do tempo
do pó, destino, que o vento, a sorte
pra quê tanto laço
em nós idênticos?
O que me prende?
sustenta, resfria
no calor de todas as relações
cada qual com seu verbo
e conjugações
não para um coração que pára
no abstrato de ilusões;
travestidas a ermo
no abraço de gerações
André Café
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
09
Ainda que chama pouca, mas existe. E chama, sempre clama, vem você também! Tem risos, cores,
flores e amores. Como amar é resistência poética em tempos tão destemperados. No meio de um incerto nascedouro, 2006 era o ano, e daquele com um sorriso mais acolhedor, se fez, surgiu, desceu para o mundo, se disse menina e abriu os braços para um abraço sem fim em permissão e coletividade.
E a menina cresceu, em uns anos ficou quietinha, tantos outros esbravejou até arder os olhos em poema, que escorriam nos coretos e paredes, ônibus e lugares da cidade. Mais uma vez tá quietinha, escutando um bom som subversivo na rádio, num cochilo, num suspiro, numa eternidade, numa lucidez, num crescer. 09. Se serão mais, se será talvez, de vez acabe, de começar.
09. Na ciranda de ida e volta, sintam-se parte, quem partiu, quem pariu, quem partou, quem permanece, quem aquece. Num grude, mas grude, abusa, pinta, grafita, histeria. A cidade, pelos cotovelos, ecoa na beira do Tucuns um chamamento. Vamos ressignificar? Vamos sentir, sentir-se, além de todos os espaços possíveis. Criança ainda, mais de andança muita; Pulou riachos, cercas e quilômetros; no Espírito Santo fez e tem morada e viaja até Vanuatu. Nós, expressão; produção aos ventos; liberdade, crítica, maturidade. Menina transgressora.
09. Pra mais anos num barco ao sabor da água da inspiração, se movendo e removendo arestas, obstáculos, descansos. Muito prazer, quem sabe numa passagem de segura, todas as vibrações em rebeldia e arte, retornam e explodam em giros, saudade e piração.
André Café
Educa e se sinta a vontade para aprender. Fala daquela rima que canta o dia a dia de trabalhadoras e trabalhadores; em uma poética sofrida, viram canções, brados e exemplo pra luta. Junta tudo num verso coletivo e chama o povo, pra ver a banda passar, pra ser a banda que passa, pelas ruas, luas, tuas, minhas e nossas; sejam bossas funkeadas, todos os sons para juntar todas as vozes.
Organiza-te, num terceto, soneto, sextilha; afina os instrumentos e os discursos, corre junto para o povo, pois dele tu é parte. Invade as ruas e seus nomes; praças e colégios, façam aparecer os desaparecidos. Olha pra história, vê o curso da história e não te esquece jamais. O caminho é de luta, na rebeldia e na arte, para invadir tantos corações.
E num ataque mais radical, para, greva, emudece os rumos tortos da sociedade e grita pelos cantos que quer raiar a liberdade, a autonomia, através de apoio-mútuo, de coletividade, de cuidados, de rimas e versos, em cadernos velhos, de escritos de antes e de agora,traduzindo sonhos e esperanças de que um dia um mundo se horizonta, pra estontear cada cabeça viva de felicidade, e semear o melhor que há, pra no raiar o dia, tudo respirar poesia.
André Café
domingo, 19 de julho de 2015
Malinagem
"O diálogo entre a malina e o escritor"
N - E um belo domingo, na calada da noite, uma criatura malina interpela o escritor, na rede social:
M - E nosso projeto? O livro?!
E - Sairá da prancheta, virará realidade!
M - Nos vemos na livraria, para um gostoso café?
E - Sim, sem dúvida!
M - Pois está marcado, à tarde, naquele horário!
E - Estarei lá!
M - (Pensa) (... Não falte, seja pontual e leve algo novo pra me mostrar!)
E - (Reflete) (...Tomara eu encontre material pra mostrar a tempo e logo! Porque ela escreve bem...)
M - Boa noite.
E - Muito boa noite, para você também.
***
(Próximos detalhes no próximo post...)
N - E um belo domingo, na calada da noite, uma criatura malina interpela o escritor, na rede social:
M - E nosso projeto? O livro?!
E - Sairá da prancheta, virará realidade!
M - Nos vemos na livraria, para um gostoso café?
E - Sim, sem dúvida!
M - Pois está marcado, à tarde, naquele horário!
E - Estarei lá!
M - (Pensa) (... Não falte, seja pontual e leve algo novo pra me mostrar!)
E - (Reflete) (...Tomara eu encontre material pra mostrar a tempo e logo! Porque ela escreve bem...)
M - Boa noite.
E - Muito boa noite, para você também.
***
(Próximos detalhes no próximo post...)
terça-feira, 14 de julho de 2015
Daquele abraço forte e a certeza que juntos, lutaremos e voaremos
Nos teus braços sinto força;
seja num abraço apertado
daqueles que só você sabe dar,
seja no meio da roda
mostrando que ali é seu lugar,
seja mutuamente nos apoiando
com disposição pra ajudar,
Me sinto pequeno, acolhido
envolto nesse laço fraterno
que nenhum tipo de força repressora
será capaz de quebrar
Sinto aconchego, reenergizo minha vitalidade
pra poder fazer de sabores e saberes,
entre o fervor do fogareiro ou no grito de luta,
uma outra sociedade, contigo, construir e partilhar
Dos olhos mirrados, miúdos
de sono, de charme, de observação
entre o ponto do silêncio
e a fala decidida, para nos conclamar
Tu, poesia brutal, doçura em fervura
sorriso amigo, "batom vermelho girassol"
eu digo, sem medo e receio
bom estar lado a lado contigo
na luta, na canção, em verso e sempre
no coração e mente, no punk ou no repente
juntos, nos abrigamos, e avante! Revolucionar
André Café, poema para Cibele Andrade
Parcelas suspensas no mundo do Ar: Convergência de um futuro mórbido, primeira parte
Pedaço;
desmedida metade
um traço
de veracidade
Mormaço
e meias vontades;
Um punhado caiado de sobriedade
Caído,
em catarse
Nebuloso espaço:
andarilhos, andaimes e andares,
o berço do Sol em solitude;
no asfalto, inefáveis aflitos
o homem enfim finito,
na palma da cada mão,
a terra e sua fertilidade
Reverso,
mas sem êxito
Retorno,
mas tudo desfeito
Imploro,
para todos os mitos
Um punhado esquecido de coletividade
André Café
Um riso preso
Alguns sorrisos,
entre meus tragos e leves
passos descalços no fogo frio;
fumaça por cima das vontades
Risos furtivos, doces desejos,
amargos nas cinzas de ressentimento;
vem turva a tarde tênue,
num corpo tomado de tinto
Tarde vem o tempo que nunca esperei;
o vento e as páginas do livro,
num movimento caótico
e um barulho ínfimo
Sou eu ou são as cores
que desbotaram antes do fim?
se espalham os caminhos no riso
se perdem os destinos em mim
André Café
No fio
Uma mente que gira,
volta e meia tempo;
memória, sede e suspiro
Tácito escancarado,
na mente que grita
no ápice do giro
Nessa roda sem dança,
quereria calar
e descer desse mundo
Navalha lembrança
não vale falar
do silêncio profundo
André Café
Negras tormentas I
No sopro quente do braseiro
que agitam o feijão borbulhante;
calor, sabores e saberes
pela queda de senhores,
pelo fim dos horrores
do sistema dominante
Pelas quebradas, o caminho;
há flores que resistem no sertão,
olhares, que agitam o coração
palavras, lágrimas e canção
que nos levará para um mundo distante
Longe, inverso e avesso,
de tudo que se vê
perto, em verso e organizado
com todo nosso querer
André Café
sábado, 13 de junho de 2015
Sobre esquecer os versos
As poesias caladas agora gritam por companheirismo;
por várias noites a lágrima fora o registro,
das palavras que se perdiam no esquecimento
na tentativa de ser memória pelo tempo
Minuto resquício de rabisco;
enquanto a tinta seca
num tácito papel
Muito se espera do risco;
mas não que seja mito
dum conto além do céu
Falam-me os versos em silêncio;
sobre o sentir, sobre o sabotar
as palavras que se perdiam no esquecimento
pra que não lembrasse assim, da dor, do ser, de amar
André Café
Coletiva poética
O papel tem fome,
eu sinto urgência
em derramar-me para sobreviver
num sopro desgostoso de querer
O Sol encastelado,
é meia-vida;
passam carros, ideias, amigos, certezas
não importam as cartas sobre a mesa
E tudo me sorve,
por qual bueiro sedento serei tragado?
a sobrevivência resiste, até o próximo verso
e eu sem saber como esses inversos me reversarão
Sobre a história do mundo;
esse mundo que não queremos
mas sozinhas, jamais teremos
um lampejo sequer de outras possibilidades
Seguiremos, em sufoco
os ombros doem, mas a dor é fogo
garantimos, mesmo que em punhados, cuidado
não seremos nós que abandonaremos o lado a lado
Chora, despeja, abraça
o papel, o texto ou fumaça
cá estamos, em reenergia
para que o mundo possa ser um novo dia
André Café
Cessou
Um poema tem me engasgado os dedos;
e toda madrugada é desprezo,
num desejo desmedido
de desprender dos ombros
o que não deveria ter sido
Foi silêncio por anos
o que se passou em segundos;
um lampejo em desafio
pelo meio dos escombros
a surtar com os arrepios
André Café
quarta-feira, 10 de junho de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
Teimosia
Eu descobri uma fonte de força ilimitada
Que tem um gerador imbatível: Teimosia
Não contem para as companhias de energia
Pois vão querer roubar a Teimosia de mim,
Dele, daqueles outros e várias outras aqui
Bem a conheço. Vim de dentro dela
Talvez por isso fiz dela meu berço
Não queria sair e todos à minha espera
Com um berro, Teimosia conheceu meu canto
Certeza é que sou de constituição fraca
Alma forte, mas máquina defeituosa
Teimosia me olhando, mesmo de longe
Não tenho medo de parar no lixo de lata
Quando Teimosia não está teimando tanto
Abre o compartimento de energia que me é favorito
Shiva Teimosia sai de grande força e vai se tornar humana
Energia de amizade ela comigo troca e emana
Mesmo febril e pintada, Teimosia continua a girar
Eu, tola, pensando que ela vai me ouvir, lhe mando sentar
Filha de Teimosia, Teimosiazinha é
Energias diferentes temos, isso dá pra notar
Mas o tempo fez com que o amor entre nós duas faça tudo se completar
Isolda Benício
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Tem risco de eu virar pedra de beira
e tomar banho de rio pro resto da vida;
pois o sistema quer que eu passe
e desapareça,
enquanto o único corre que preciso
é o da correnteza
Pedra, seixo, lajeiro, lodo e lama
que seja meu céu, véu, carne e cama;
num suspiro do dia, amanhecendo frio,
pela tarde forte, de assombrar os brios
pra que à noite, durma o desafio
André Café
terça-feira, 14 de abril de 2015
Brotem
Parecia quase noite na sombra do galho:
era prenúncio de chuva.
O sol dourava no contraste de luzes foscas,
faíscas de relâmpagos varavam o céu.
Vorazes encontravam nuvens retintas,
derramadas tantas tintas nos tons acinzentados.
Estados de espíritos incandescentes,
cândidos complacentes respiravam rosas
do povo as vozes ensurdecidas
esgarçadas espremidas no reflexo da parede.
A terra mata a sede de suas raízes,
felizes esverdeavam o solo com sorrisos.
A brisa do espetáculo virava vendaval:
o tal dilúvio intenso dava as cartas nesse jogo.
terça-feira, 31 de março de 2015
Parcelas Suspensas no Mundo do Ar: O nascimento do Poeta
O poeta desperta como
A serena aurora do dia
Visões de sentido elevado
Porta voz do amor e alegria
Um corrupião cantador
O doce néctar da flor
Adoçam sua poesia
Visões de sentido elevado
Porta voz do amor e alegria
Um corrupião cantador
O doce néctar da flor
Adoçam sua poesia
De passagem só de ida
Instigação no mundo divino
O coração, velho motor
Acelera seu destino
Provar do prazer e o amor
Ilusão, a morte e a dor
Aprendendo como menino
Instigação no mundo divino
O coração, velho motor
Acelera seu destino
Provar do prazer e o amor
Ilusão, a morte e a dor
Aprendendo como menino
Aprendendo e ensinando
Espelhado em cada viver
Nas estradas ja traçadas
mãe verdadeira do saber
sem manual de instrução
passa por dor e ilusão
até o dia que aprender
Espelhado em cada viver
Nas estradas ja traçadas
mãe verdadeira do saber
sem manual de instrução
passa por dor e ilusão
até o dia que aprender
Assim Deus faz poeta
em carisma e simpatia
dom da rima fluente
lendo o mundo em poesia
poderosa voz de trovão
abre os olhos da criação
para a luz e harmonia
em carisma e simpatia
dom da rima fluente
lendo o mundo em poesia
poderosa voz de trovão
abre os olhos da criação
para a luz e harmonia
Caminho de flores e espinhos
nos sonhos do alto além
leves pegadas no chão
sabedoria o tempo provém
quebra o julgo da dormência
desperta a pura essência
Poderes do amor e do bem
nos sonhos do alto além
leves pegadas no chão
sabedoria o tempo provém
quebra o julgo da dormência
desperta a pura essência
Poderes do amor e do bem
Sua parte destinada
é alegrar seu irmão
alegria é dom de Deus
tão sagrada como o pão
encontrando no sorriso
tudo que é preciso
para sair da frustração
é alegrar seu irmão
alegria é dom de Deus
tão sagrada como o pão
encontrando no sorriso
tudo que é preciso
para sair da frustração
Patrimônio da felicidade
Como a folha seca é do vento
adoçado ou com pimenta
rasgando véu de cimento
evoluir e renovar
sair pra nunca voltar
no mundo do sofrimento
Como a folha seca é do vento
adoçado ou com pimenta
rasgando véu de cimento
evoluir e renovar
sair pra nunca voltar
no mundo do sofrimento
A vida é a oportunidade
e a missão é agora
vencer a natureza baixa
com as sementes da flora
saldando contas que devia
abençoado chega o dia
e a hora de ir embora
e a missão é agora
vencer a natureza baixa
com as sementes da flora
saldando contas que devia
abençoado chega o dia
e a hora de ir embora
Acompanhado por seres de luz
sentido nos poderes de cima
faz do seu coração a espoleta
que dispara o verbo em rima
É ver virando carreta
no sutil voo da borboleta
Corrente imaginaria de imã
sentido nos poderes de cima
faz do seu coração a espoleta
que dispara o verbo em rima
É ver virando carreta
no sutil voo da borboleta
Corrente imaginaria de imã
Com os olhos bem abertos
O atrai a movimentação
Faz a leitura das energias
Enxergando a intensão
De um gesto ou olhar
Para-raios a processar
Cada sentido de ação
O atrai a movimentação
Faz a leitura das energias
Enxergando a intensão
De um gesto ou olhar
Para-raios a processar
Cada sentido de ação
É fio de alta tensão
Sem capas e conceito
Faz a leitura da impressão
Vibrando na caixa do peito
Acorda todos os sentidos
Projetando nos ouvidos
Animo pra todo efeito
Sem capas e conceito
Faz a leitura da impressão
Vibrando na caixa do peito
Acorda todos os sentidos
Projetando nos ouvidos
Animo pra todo efeito
Reagente em explosão
De linguagem aguerrida
Escancara do baú dos sonhos
Dessa gente tão sofrida
Que já perdeu a esperança
De tanto sofrer na andaça
machucando essa ferida
De linguagem aguerrida
Escancara do baú dos sonhos
Dessa gente tão sofrida
Que já perdeu a esperança
De tanto sofrer na andaça
machucando essa ferida
Verso quente queima a boca
Poderes de ordem superior
Escravo da intensidade
Viver do amar e da dor
Versejo de competência
Em alto plano de consciência
Sentidos em verdade e amor
Poderes de ordem superior
Escravo da intensidade
Viver do amar e da dor
Versejo de competência
Em alto plano de consciência
Sentidos em verdade e amor
Trajando roupa de herói
Sem apego de vaidade
Resgata cara de tristeza
Independente da idade
Acalenta o coração
Ampliando sua visão
Para valores de verdade
Sem apego de vaidade
Resgata cara de tristeza
Independente da idade
Acalenta o coração
Ampliando sua visão
Para valores de verdade
Nas historias ele é Rei
O Mago, bruxo e atleta
Menestrel, faraó, sheik
Deus, o gigante e o profeta
Revolucionário, justiceiro
Nomeado pelos cachaceiros
Como o nosso Poeta
O Mago, bruxo e atleta
Menestrel, faraó, sheik
Deus, o gigante e o profeta
Revolucionário, justiceiro
Nomeado pelos cachaceiros
Como o nosso Poeta
Desse mundo só se leva
A riqueza da alegria
A força de um sorriso
Que o sofrimento contagia
Afeto e bons momentos
Gratidão aos acalentos
Encanto de toda magia
A riqueza da alegria
A força de um sorriso
Que o sofrimento contagia
Afeto e bons momentos
Gratidão aos acalentos
Encanto de toda magia
Abre-se a boca do poeta
A cancela da transição
Fuga do mundo normal
Na força da imaginação
Voando leve pelo vento
Nas asas de um pensamento
Em versos de mansidão
A cancela da transição
Fuga do mundo normal
Na força da imaginação
Voando leve pelo vento
Nas asas de um pensamento
Em versos de mansidão
Abrem-se as asas do poeta
Novidades do mundo novo
Onde muitos se encontram
E com tantos me comovo
Vivendo mistérios seus
Incógnita criativa de Deus
Aclamado no sorriso do povo
Novidades do mundo novo
Onde muitos se encontram
E com tantos me comovo
Vivendo mistérios seus
Incógnita criativa de Deus
Aclamado no sorriso do povo
(Marcos Medeiros)
segunda-feira, 16 de março de 2015
Poesia de protexto
Protexto
Diz a consciência
protesto
(des)mostra a mídia (?)
Procuro o protesto a(o) realizar o protexto
Anônimas(os) embandeiradas(os)
frases, cartazes, faixas, cordões humanos (não presidenciais...)
a propaganda do contra ou a contra-propaganda?
Reformas, protesto, políticas, protexto.
Protexto
Protesto
Será que os protestos tornar-se-ão protextos?
A mídia não cobrirá este furo.
Diz a consciência
protesto
(des)mostra a mídia (?)
Procuro o protesto a(o) realizar o protexto
Anônimas(os) embandeiradas(os)
frases, cartazes, faixas, cordões humanos (não presidenciais...)
a propaganda do contra ou a contra-propaganda?
Reformas, protesto, políticas, protexto.
Protexto
Protesto
Será que os protestos tornar-se-ão protextos?
A mídia não cobrirá este furo.
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