quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Chuvas e curvas
Não aguento mais o som do meu silêncio...
Do silêncio do sono que não vem.
Não misturo mais saudade com distância,
E nem confundo brinquedo com infância.
Não te procuro mais, em simples desatino...
De sonho de menino,
Menino que já fui.
Não me espere, num simples devaneio...
Pois o meu carro que desce hoje tem freio,
E reconhece o terror de cada curva.
Não me fascinas mais, orvalho de amor...
Que me embriaga, prazer, sabor de uva.
Pois me perdi em faróis de cor neon
E deslizei... Pneu liso, em tom de chuva...
Pra me encontrar no prazer... de outras curvas.
Fernando Magalhães Alves- Cuiabá-MT sexta-feira 13/01/12
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