segunda-feira, 18 de abril de 2011




A cada união silábica
sinta dor e prazer
Quero sugar cada gota tua
e te inundar num caos
de solidão à deriva
do inferno de ser,
mas também
quero te entorpecer
de alegrias partidas
e delíricos prazeres,
inquietá-lo dessa posição inerte
de quem apenas lê
Sinta,
Cheire,
Saboreie,
mas sinta ao seu bel prazer
que o que escrevo
são apenas momentos meus e teus
transcritos em intensa batida
Permita-se sentir,
Prove os dias,
Que'u tempero tuas linhas

(Suzianne Santos)




É estanho a abstinência do meu corpo sem o seu,

A falta que teus carinhos me fazem,
A necessidade da tua voz,
A obrigação dos teus beijos.
Meus ouvidos pensam te escutar,
Meu nariz percebe teu cheiro,
Mas você sequer esteve aqui.
Arrepios com carinhos que não tive,
A dificuldade que tenho de viver assim
Vai me matando aos poucos,
Me corroendo.
Vou definhando com o passar dos dias,
Dias esses que não acabam nunca.
Se for pra esquecer
Que vá embora de uma vez
Mas se não for,
Que fique para sempre,
E me faça feliz como antes,
Como quando éramos felizes,
E o amor se sobresaia,
A entrega era verdadeira,
E o carinho um aconchego.
E os beijos um consolo para seguir
Agüentando as dificuldades
E suportando até o grande dia.


(Isabela Lopes)

Proposta de logo do Sociedade dos Poetas por vir


(Marcos Foyce)

Orvalho













Sinto o orvalho sereno em minha face
Quando o choro me escorre pelo rosto
Não pensei que o amor teria um oposto:
Indo ao chão como o grito em desenlace
Mesmo sendo um poeta que trespasse
Todos males e injúrias deste mundo
Este meu triste peito é vagabundo
Igual todos que choram por amor
Não reclamo, pois sei que essa dor
Nunca deixa esquecermos um segundo


(João Rolim)

Embriaga’lma














A gente se “mata” sempre um pouco
Pra alegria vir em dobro

A gente transforma um nada
Em motivo de tudo comemorar

A gente embriaga’lma
Para devolver tua leveza inata

A gente extrapola nas maluquices
Antes que as normas de mim as tire

A gente diz a gente
Porque só,
Não remo o barco
Porque só,
A conta não pago

A gente se “mata” sempre um pouco
Pra alegria vir em dobro

(Suzianne Santos)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Da fita rosa no cabelo ao sapato vermelho no pé

Sei da doçura de me lambuzar em fantasias e de despir as palavras para vestir meu ser.  Aos poucos revelo a grandeza de crescer e polir os desejos inócuos.  Bem sei ser uma flor, linda e macia, com um perfume de paralisar a alma. Sei mais ainda ser uma águia, dotada de sua precisão  e de um foco irredutível. Uma perfeita camaleoa, que migra e adapta-se pra manter o corpo quente e a mente sã. Voando em direção ao sol para encontrar o amor perdido.
Ando ocupada demais diluindo a saudade e bebendo a solidão. Atos falhos fenecem a alma e contraem o peito derramando o suor nos olhos que deixam o sabor amargo da decepção e do arrependimento na boca. Há sempre uma metade, um choro silencioso, um sorriso de canto e sempre, sempre dois olhos atentos e inquietos. Há um quem bem-querer que me quis que se foi, que se fosse, ah se fosse! Que deixou, e deixou-me inteira e límpida. Casei com a oportunidade e faço do ar uma ponte que me levará ao topo do ouro reluzente e que atingirá com violência os olhos dos invejosos.  Exagero, contemplo e admiro os mais várzeos sentimentos entupidos em veias dilaceradas. Consumidora do irreal e protagonista da luxúria envolvida na perspicácia!
Desejaria ser uma meia-sangue. Me fiz esta, embrulhada com toda doçura e bondade de uma humana destra e metamórfica
. Batom vermelho, cabelo preso. Prazer!
(Rosseane Ribeiro)

domingo, 10 de abril de 2011



Em meus Olhos há um Pranto que não Cessa,

Tem um Misto de Doce e Salgado,

Mas não Passa de uma Simples Redenção,

De minha Alma que Salta,

Em um Trampolim de Emoções,

Caindo em Águas as Vezes Impiedosas,

Perco - me em um Percurso,

Onde nem mesmo uma Rosa-dos-Ventos,

Faria com que eu me Encontrasse,

Canto e Encanto à quatro Cantos,

Manejo meu Destino,

Fazendo da Vitalidade dos Ventos,

Um Intrumento de minha Exaltação,

Pura Intuição e Purificação!



(Tâmara Rafaelle)

Pegando emprestado.


Peguei a minha vontade e a usei. Abusei!
Era tudo o que eu precisava. Precisava.
Ela fez eu dissipar a votade. Vontade ainda existe?
Peguei a preocupação, a usei. Abusei!
Era o que eu menos queria. Preocupação passeia por mim.
Logo...Frustração.
Frustração não. Frustração, não.
Roubei para mim, o orgulho.
Eu já o possuia...Mas, saiu por aí e ainda não voltou.
Quero agora a ...
Quero o...
Ainda não sei!


(Tassi)

sábado, 9 de abril de 2011

EscUlturandO - SE




Cabeças
que Pensam,


Bocas que falam,


Calam e Beijam.


Alimentam-se de um Desejo,


Ardente em seus Corações,


Intrínseco em Corpo e Alma,


Pensamentos Ações e Sedução,


EscUlturandO - sE,


Enroscam-se,


Em uma Ardente Paixão,


Concreto e Eterno,


Corpos que se Entregam,


Calam e Gozam.


(Tâmara Rafaelle)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Red




Vou te contar um segredo
Lá fora e aqui faz tanto frio
Ta tudo cinza
O arco íris perdeu o brilho
Será que o sol vai brilhar amanhã?
Será que a lua vem guiar-me na escuridão?
Sentado, olhando o horizonte
Tentando encontrar um mundo diferente do nosso
Mas fico a penar
Pra quer ir tão longe
Se a formula da mudança está em nos.
O tempo vai passando
E as pessoas enlouquecem calmamente
Esquecem de viver, de se permitir
De amar, amar todas as formas de amor
Um dia vou ver
Sorriso, gritos, lagrima de felicidade
E pagar do passado
Guerras, fome, violência, destruição humana


Maria luisa Mendes(Malu)

Relacionamentos pelo fim




Nós, mulheres frágeis e pulsantes, nunca nos preparamos para o pior momento de uma distância: A perca alheia. A comodidade, a paixão, a cumplicidade nos aconchega e ficar sem esse átrio é destruidor, quando até essa tomada não possuíamos sinais claros de abandono.
Nos apegamos a quem nos dá o mais ilusório dos sentidos e sentimentos: o bem estar bem! Perigosamente a rotina nos traz a certeza do olhar, do arrepio ao toque outrem, um reconhecimento íntimo. A agonia que nos toma é o fato da querência de ir em embora e com ELA nos deixar. Em casos salvos, não estamos prontas pra sermos deixadas.
Temos todo o direito de comer chocolate, de nos afundar dois dias no lençol da cama, de fazer greve de atendimento as amigas. Temos sim, afinal, algo de importante foi profundamente magoado. Garotas, não abusemos da boa vontade, cresçamos com a péssima vontade deles!
Ao passo que acostumamos o corpo, a mente e o coração a viver sólidos, puros e livres sem a presença alheia, nos conhecemos bem mais e valorizamos situações pequenas, e claro, o que foi bom vai ficar guardado e intacto. O desafio é caminhar sempre e preencher o espaço vazio com outros prazeres. Lágrimas só correm até quando o coração não pensa!

(Rosseane Ribeiro)

Vida nua


Sei a melancolia em teu olhar, não é só tristeza,
É tédio, cansaço e corrida!...
E tudo isto, para uma vida de desejos indesejáveis,
Tua vida é doença
Queres a vaidade insignificante, ou significante?
O status bestial, ou não?
A luxúria, o egoísmo, queres ser máquina.
Queres ser igual àquele, trancado no inferno de ouro,
Sem saída e destino, saúde e família, sem tempo e
Sem parque, nas pressas, de carro blindado, mansão com muros altos!
Só para ser enterrado imortal, numa lápide de ouro, inveja dos tolos.
Feito ossos, feito podre, e feito nada!

(Tassi)

R "exist"O





Há dias em que contamos os segundos para que passe,
Enquanto há outros em que não queremos que acabe,
Há horas que preferimos sumir,
Enquanto outros que não dar para esconder a alegria de existir,
Em um transbordar de Amor e Ódio,
Angustia e Diversão,
Um abraço que acolhe ,
Em um outro momento Chute e Decepção,
Nessa Dança Melodiosa,
Sigo em um Tabuleiro sem Rei,
Vivendo em Inércia,
Vejo em tardes de Outono,
Árvores com folhas frágeis nessa Estação,
Cairem com o chocalhar do vento,
Esperando Sol em dias Nublados,
Assisto Sol e Lua dançarem harmoniosamente,
Espero Amor em Meio Razão,
Um calor que aqueça,
Fogo e Sensação,
Num frio que corte a alma,
Lâmina e Agônia,
Sentir e Reagir,
Num principio ativo das coisas,
Ver e Crer
Estou Vivo
e R "exist"O(Resisto).

(Tâmara Rafaelle)

Concurso da logo do Sociedade dos Poetas por vir

Duas propostas para a logo do Sociedade: autor Jader Damasceno





Ao nascer dos raios de sol o primeiro que sai há gritar a liberdade é o soberano cantor galo. É o chama pela liberdade do alto de seu poleiro. É aquele que convoca os outros a luta e raramente cala, mesmo sabendo que pode estar nos seus últimos dias de vida.
Ele é como os poetas por vir; que gritam que cantam e chamam muitos outros a terem voz e vez.
“Cantando agente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado. Canto pra espantar os demônios, pra juntar os amigos.
Pra sentir o mundo, pra seduzir a vida.”
Cazuza

A água é fluida e se adequa a todos os ambientes e com o passar do tempo pode ocupar todos os espaços. O barquinho de papel é a liberdade poética ou a livre expressão dos que buscam um espaço favorável a poesia, arte e música.
“Um poema como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na
[floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição
[de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.”
Mário Quintana

(Jader Damasceno)

Me deixe ser















Bom dia, eu sou o livro. O livro esquecido na estante. Aquele pedaço de papel com um pouco de conhecimento para lhe falar. Sou aquele que serve de base para indagações, sou divertido, crítico, curioso, apaixonado, técnico, obscuro, às vezes, sou rabugento e normativo com minhas metodologias e romântico, leve e carinhoso com minhas poesias. Ah!  você ainda não me conhece? Por quê? Não quer ser meu amigo? Não, a culpa não é sua. É porque estou aqui, trancafiado, esquecido, encaixotado, apanhando mofo nessa estante chamada consciência; que anda um pouco suja e despreocupada, com tempo apenas para enganar e e me prender para aqueles que querem aprender. Por favor, se não for pedir muito Senhora consciência do Senhor Autoridade: Me deixe ser livre, me deixe ser lido, me deixe ser LIVRO. 


(Pedro Modesto)

Sem mais tempo




















A poeira que seca tua garganta
Sempre esteve fadada ao descaminho
Dos sem peito de amor e sem carinho
Nem mais chora, nem grita, nem se espanta

A poeira atropela tua saliva
E a saliva de outrém em tua frente
Não há mais quem te cheire o corpo quente
Não há dois: tu sem Dom, e eu sem Diva


Mas consola-me o pó por entre os dedos
Pois eu sei que não sou eu só segredos
Nem eternos segredos tu só és

E ao final: insucessos e injúrias
Pelo amor, que do pó, pariu luxúrias
Foi findando e morrendo no através.




(João Rolim)

Parar é um movimento















Queridos alunos (as) do Curso de Psicologia, novos e veteranos companheiros de instituição, passamos e vivemos no estante do agora, por uma mobilização, por um movimento, que paradoxalmente solicita a compreensão de todos para o ato de PARAR, paralisar, não mover. Como podemos falar de movimento, luta, reivindicação dos direitos, se exigimos a interrupção de nossas atividades? É estagnado e estático, que o tempo passa, a ferrugem e o germe decompõem e tornam pó todas as coisas.
    É parando que iniciamos o nosso movimento, é silenciando e pondo-se em luto que simbolizamos o descaso com a nossa formação superior. Quantas vezes para suprir a carência desta instituição doamos, disponibilizamos e reconstruímos nossa formação. Me pergunto quantas aulas vistas a pressa, quantas noites sem dormir, quantos livros xerocados, quanto tempo longe de nossos familiares, teremos que suportar para remendar os vácuos da nossa formação?
         Já que os defeitos são evidentes e os esforços de professores e alunos beiram ao nível do esgotamento. O nosso parar é um sinal de que a maneira como se mostra a nossa realidade, não condiz com o que desejamos dela, não nos favorece a qualidade na nossa formação.
Um educador escreveu no primeiro capítulo de seu livro, o seguinte titulo: “Não há docência sem discência ” e discorre no final desse mesmo capítulo sobre os discursos silenciosos que a estrutura das escolas gritão. E ele se questiona como cobrar a qualidade dos alunos se o próprio Poder Público não os respeita, sem fornecer esta qualidade. Pois: “A eloqüência do discurso ‘pronunciado’ na e pela limpeza do chão, na boniteza das salas, na higiene dos sanitários, nas flores que adornam. Há uma pedagogicidade indiscutível na materialização do espaço.” (Freire, 1996, p. 50).
        E Paulo Freire (1996) continua a nos instigar quando fala:
O que importa, na formação docente [e discente], não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada pela segurança, do medo que, ao ser “educado” vai gerando a coragem (p. 50-51, colchetes adicionados).
          É com esse desejo de ter insegurança na vivência de nossa prática, de ser escutado e compreendidos nas nossas emoções e sentimentos, que nós estudantes de psicologia somos incomodados para crescer e inferir sobre a condição humana, que só pode ser sentida e atuada na ação, na vivência, no questionamento, na aquisição de conhecimentos ao repertório comportamental, assimilados e acomodados no nosso cognitivo, promotor de insights e transformação intima e/ou social das subjetividades.
          Paremos agora, para seguir adiante, paremos agora, para sermos escutados e nos escutar, paremos agora, para começar a luta. Como o Movimento de Estudantes de Psicologia do Piauí (MPPI), sempre nos lembra ao dizer que: “a luta é um movimento, ela pode começar em qualquer ponto” e parar ou estar parado, mais nunca ficar parado, é o início de todo e qualquer movimento.


(Pedro Modesto)


Referência:
Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários para à prática educativa (10ª Ed.). São Paulo: Paz e Terra.

domingo, 3 de abril de 2011

O sistema é foda




Maldito sistema que reverencia ideologia e distribui miséria. Santa sociedade que divide e oprime. Bendito é o meio que corrompe o meio que corrompe!
Pra quê tantas armas e destruições? Por que tanto sangue jorrando no chão?
Quem permitiu esse caos? Permitiram também que o universo evoluísse tanto a ponta de quase (QUA-SE) estagnar, no ponto em que estamos violento e subumano possível!
Jovens orientados para produzir e jovens desavisados prontos para destruir. Pior que os anos nem tão rebeldes e mais fortes que a geração coca-cola. Pegue cola, cole a boca, as mãos e os ouvidos. Cruze os braços e faça sentindo. Lembrem-se sempre: Vivemos em uma democracia! Que ironia não é mesmo?!

(Rosseane Ribeiro)

sábado, 2 de abril de 2011

De graça, com hombridade




Vivo sempre em um mar-desilusão
Vivo sempre em um mar--a-Deus-dará
Vivo sempre em um mar-do-Ceará
Vivo sempre ao mar-dessa-paixão
Mas ao menos despreso a ilusão
De mentiras, desonras da metade
Sobreponho o certo da igualdade
Vou orando às presses dos carinhos
Vivo sempre no mar de meus espinhos
Superando com graça e hombridade


Eu nasci pra ser célebre curandeiro
Curo o escuro e o raio que é clarão
Nunca hei de ser pouco na missão
Que é salvar corações sem paradeiro
E no peito que o sangue for ligeiro
Remedeio com fúria e com vontade
Pois anseios que assolam a mocidade
São os medos de estar sempre sozinhos
Vivo sempre no mar de meus espinhos
Superando com graça e hombridade


Não supero a distância e me assola
Não supero a vontade do meu peito
Pensamentos de vôo que são sem jeito
Nos meus mundos de enjôo,, não me consola
O meu jeito é sem jeito, um jeito-esmola
Quando alguém de tão longe sem maldade...
Me desperta o silêncio da vaidade
Nessa hora eu me perco nos caminhos
Vivo sempre no mar de meus espinhos
Superando com graça e hombridade

(João Rolim)

Peixe Pescador




Estava sentado lendo um pouco de Rubem Braga mais cedo, pela tarde,
num consultório
odontológico. Me divertia com as palavras quando de súbito, sim, fui
fisgado por um aquário com apenas um peixinho cinza tarjado de
vermelho em suas escamas. Me perguntei qual seria essa relação entre
dentistas e aquários, caso fosse um tubarão eu até entenderia,
toda aquela questão de seus dentes, mas um pequeno peixe solitário como eu?
Me pergunto o que aconteceria se tal peixe pudesse pensar... mas
pensando bem, cair em tal achismo tão humano de que só homens
pensam?!2 Não, não, o cinzento pensa, pensa e sente, até novela o
pequeno assiste! Com certeza deve até saber ler. Talvez lhe seja de
agrado nosso Machado ou um dos Andrades, quem sabe Vinicius, Rimbaud
ou Baudelaire? Talvez a seus ouvidos lhe agrade Jobim, sem taxá-lo de
boêmio e praieiro. Quiçá fosse mais bem mais velho teria feito ponta
em algum filme do Rocha.
Ahh, cinzento, tu nesse aquário... mesmo estando só deve estar mais
livre que eu,
bicho solto com dor de dente...


(Matheus Edgard)