quinta-feira, 24 de maio de 2012
Reflexo
No começo eu te admirava, ainda admiro; queria poder construir com você meu futuro,uma bela história.
Mas preciso de alguém para abraçar, me querer, alguém para eu amar e ser amada.
Não vejo isto em você, não posso viver amando um reflexo; é uma luta em vão, afinal,só uma de mim está disposta a amar o reflexo, mas existem as minhas outras Eus e elas acorrentaram a Eu apaixonada, a Eu acorrentada não pode se soltar, lutar contra muitas é inutil .
Mas se as outras Eus decidissem soltar a Eu apaixonada as Eus íam ver apenas um Eu atravessar a ponte, e as Eus iam se ver a mêrcer do abismo e perderíam sua própria identidade, porque abriram mão de si por uma delas.
Não, não, não. Elas não vão soltar a outra, com o tempo elas vão se distrair e distrair a acorrentada e a Eu antes prisioneira vai se soltar, porque toda acusada tem o direito do livre arbítrio, mas quando a eu for solta, ela jamais vai te procurar e vai se arrepender de ter amado tanto o reflexo; ela vai ser tornar de novo a mesma unidade junto com as outras: Eus a quem ela sempre amou primeiramente...
24-05-2012
Allana Káss
De Vinicius e Roberto.
Encantavam-me as bossas do velho diplomata, só não me cabem mais poesias de whisky sobre as brisas de Ipanema.
Quero versos dos noventa e nove, e não mais dos um por cento.
Casar-me nove vezes, vezes nove, com o novo.
New York, transatlântico e um show no fim do ano, Iê Iê Iê da ditadura.
Aprendi com um marinho e nele me inspirei:
Não falem de meu passado, eu o escreverei.
Ansiando um por vir rubro em nossa expressão, contesto: Se quiser ouvir meu povo, em qual disco devo compra-lo?
A quantas modas aderir para me sentir brasileiro?
Tem dias que eu fico pensando na vida e, sinceramente, não vejo saída.
Breno Botelho
Um contrato de aluguel qualquer.
Senhor inquilino,
O prazo do contrato estabelecido por vossa senhoria já expirou. No entanto, no local ainda se encontram alguns de seus pertences, o que atrapalha o negocio locatário.
Tendo em vista esse impasse, requisita-se uma renovação do contrato ou a desocupação total do imóvel. Desta forma, outros inquilinos mais interessados podem ocupar o lugar. Pensando no bem estar de todos, agradecemos a sua atenção.
Caso a resolução já tenha sido tomada na data do recebimento desta carta, favor desconsiderá-la.
Atenciosamente,
A Direção.
(Mayara Valença)
Parcelas suspensas no mundo do ar - Éleve
Cansado, afinal o mundo rotacionava-se contra
Afronta maior, para mais e mais heresia
ou fantasia de sobriedade e sobremesa
leveza de peso incalculável, nascida em rancor
por dor mal resolvida, amor que dilacera
a fera d'alma humana,
que clama em outro ser
viver e prosseguir
no caminho do evoluir e sonhar
André Café
Prelúdio de Copas I - Abs trata obs e o anjo caído
Abstrata visagem?
conforme disto e dito passadas
a caminhada me abarca de bons assombros
a silhueta performática em riste falência
diante de mim alguns metros, aneglical metamorfose demoníaca
Eis embate surgido no instante:
- Eu não preciso de sua clemência. Aqui estou agora, pós-queda, asas em chamas negras. Perece minha flavescência. desfaça se de mim.
- ... Uma criatura que bebe os primeiros goles de imperfeição, tenta seduzir quem vê, pela comiseração. Sinto-me relutante, mas negarei convictamente teu desejo.
- Acaso este é um dos sofrimentos imputados? É prazeroso demônio ver minha desgraça por cair e estar aqui em contradições e farrapos? Acabe com esta amargura!
- ... Interessante. Acredito que nem de longe pareço-me mais com um homem. Contudo não afirmo arcabouço demoníaco. Diga-me, caíste perante alguma dúvida diante de desígnios outrora perfeitos e resolutos. Por que oblitera-se imediatamente? Sinta o prazer da carne por carne. Tua dúvida é teu caminho agora. E este é teu mundo, neo-macabro. Sirva-se.
- Mesmo em dúvida, não tenho a certeza de que duvidar foi o caminho correto.
- ...Resiliência ... diga-me: o que lhe parece o Universo? Lógico? Ou contraditório?
- Como assim?
- No caminho da Epizêuxis Semântica ... o sentido repetido apenas. Tentar refazer destinos acima da quimera de disparidades. A perfeição é a justificativa do contraditório. Então contradizer é perfeito. A convicção é tua.
- Eu ... estou certo então?
- Certo? Veja a imensidão de almas que buscaram o certo e o errado. Aqui, você não é alma. Aqui você é caçador. Alimente-se!
(...)
Abstrata natureza inquieta
não há diferença ou igualdade entre anjos e demônios
nem entre a corrupção e bondade
um misto apenas de contento
pelo incorrigível deflagrando caos
Abs trata obs
Duque de Copas no caminho da Epizêuxis Semântica
Caia do amor
Calor perdido em travesseiro vil
no choro de tantas noites sozinho
tamanha solitude, faz arrepio
amor se esvai feito vento de moinho
Mas não se cansa parece o ser senil
a alma em pranto, simplório desalinho
tamanha virtude, como desafio
amor caiado no trôpego caminho
Urgente sofrer está ali na esquina
esperando alguém que se contamina
das falsas promessas, desesperança
Destino feroz, este determina
pra sempre algoz, desamor, essa é a sina
cravada no peito a dor em lembrança
André Café
Flor De Lírios
Saltei o cercado do tempo
para flor de lírios colher
sonho até o amanhecer
sem folga em noite fria
enfrento o sol do meio dia
para tão bela flor regar
em um abraço, um cortejo
em manifestação de desejo
de sua alma tocar
Teu rosto, desenho perfeito
traço delicado, abençoado dom
sua beleza comparo
com o mais agradável som
harmonizado em sustenido
como o beijo no ouvido
que derrete e arrepia
amarrando-me todo dia
entre nós de saudade
faz sentir-me metade
sem a dona da minha alegria
No voar em pensamentos
pouso na orbita de elementos
que adoçam todo o sonhar
faz meu coração acelerar
em frequências de sentimentos
descontrolados em aumentos
em proporções espaciais
das nossas viagens marginais
em beijos intensos, doce acalento
Te espero na porta do teu jardim
onde habita teu perfume
em meus pensamentos, costume
impregnado no meu quarto
de guardar o teu retrato
e teu olhar, rico em toda cor
uma beleza em formato de flor
em traços no sol a raiar
adornada de borboletas
a essência dos poetas
com tudo que alegra no mundo
aproveito cada segundo
para com todo bem essa flor regar
(MarcoFoyce)
Prólogo Socrático do Encontro I, testemunha de queda, no caminho do chá
A mercê da massa de devaneio que rodeia o meu espaço
a mente costura-se em concha enquanto volto para o recinto de abrigo
no caminho, as filas de dor e carnificina se destacam no turvo
o mudo destino que pede um copo de rum
Descansado num pequeno topo, vista para o mar púrpuro
Soturnos dias e noites sem um mínimo comum de razão
nestes tempos a mente salta demais por pensares de existência
numa nidificação regada a álcool, tentativa fúnebre de esquecimento
A visita, outrora e meramente de acaso
toma pra si efeitos assintomáticos
cáustico à minha pacirmônia
fomento, como réquia para o duvidar
Um trago, nem amargo, nem grosseiro
e uma brisa gelada, lembra-me do chá
para estar pronto e no ponto de mutação
(...) caindo do céu, um anjo ...
Sócrates jogando póker em Cocytus com Satan
EU-ROPA
NAQUELE JARDIM SUSPENSO
DUMA EUROPA AQUÉM-MAR
DIZENDO MESMO A QUEIMAR
PELO DESÁGUE TÃO INTENSO
O DESEJO É DUM BREVE CHEGAR
MAS COMO? OU TU AGUENTAS?
SOZINHO, CARDEAIS TORMENTAS
SOM BEM DISTANTE A PROPALAR
TRAVESSIA BEM LONGA A ENSEJAR
NOS DESAFIOS QUE A VIDA LANÇA
PRECISA BOA DOSE DE CONFIANÇA
PARA O MUNDO SE TRANSFORMAR
QUEM TEM BOCA VAI-A ROMA! !
PARIS, PARIS TEU RIO É O RIO SENA
A TORRE DE LONDRES ESTÁ CAINDO
EU-ROPANTE, SERENAMENTE INDO
ACHO ESSA VELHA, NOVA EU-ROPA
NA ENTRADA DO PORTAL EU-PARO
EM SUAS FEIÇÕES LOGO REPARO
MAS NÃO ATENTO À SUA ROUPA
E UM CÍRCULO DE ENERGIA ADVIR
CONTEXTO DE SABERES SECULARES
NÃO SANGUÍNEOS, MAS FAMILIARES
PÕEM-SE À SUA EXISTÊNCIA DISCUTIR
NO SÍTIO DAS PALAVRAS DOCEMENTE
A VELHA, NOVA EU-ROPA DECADENTE
JARDIM PLANTADO, AGORA FECUNDO
REFAZER DO MEU, DO VOSSO MUNDO
TODA A SOCIEDADE VEM PARTICIPAR
ASSUNTA POESIA, REBELDIA SIMBORA
NO PROJETO DE UM POR VIR, A HORA
DE NOSSA COLABORAÇÃO FOMENTAR
POR ALDERON MARQUES
DIA 22/05/2012
Sobre Alguéns III
Sobre Alguéns III
Não se dê ao trabalho de se apaixonar por mim. Não sirvo
para isso. Meu coração é grande, infame e inquieto demais. Não se iluda com minhas
palavras ou carícias, são apenas momentos.
Se pode acontecer de que eu me apaixone por você? Sim, pode
acontecer. Mas não conte muito com isso. Sim, adoro estar com você, adoro
nossos momentos juntos. Me questiona por te tratar como namorado quando estamos
juntos? Mas essa é a fantasia, a de fingir que aquele instante é único, que
somos só um do outro, que não existe mais ninguém além de nós.
Só quero nossos prazeres, nossos corpos. Entenda, nós
mulheres também as vezes queremos só sexo. Mas você insiste em me ver sempre,
quer estar sempre ao meu lado, até em público. Isso só dificulta as coisas para
ambos. Você se apega a mim, me quer por perto, me liga, me manda mensagens. Uma
mensagenzinha safada no meio do expediente é legal, mas coisas fofinhas o dia
todo não é bem o que deve ter na nossa relação.
Meu coração é aberto e livre, na verdade minto. Ele é
libertino, essa é a melhor palavra. Não quero me prender. Te amo, sim, te amo.
No segundos que dividimos eu te amo alí. Quando me faz ter orgasmos fortes,
quando me pega quente, quando me beija vorazmente, quando vai buscar algo pra
mim (que peço por puro capricho), quando me chama de safada, quando dorme agarradinho
de mim, quando me faz carinho, quando me deixa escolher o filme bobo da noite,
quando segura meus ombros quando tenho uma crise de choro. Te amo em todos
esses momentos. Perceba que posso amar (aliás, todos podemos) desmedidamente durante
uma vida toda e durante apenas uma noite. Uma fração de segundos.
Admito que tua companhia mexe comigo, não pense que tenho o
coração de pedra. É exatamente por amar demais que sou assim. Te amo e quero
amar todos os outros ao mesmo tempo. Sim, isso é uma fuga. Tenho medo de me
entregar, de dar meus sentimentos para alguém.
Sim, eu fico imaginando nós juntos. Penso em como seria o
futuro de nós dois, em casamento, em filhos, casa, festinhas em família,
fraldas em tudo que poderíamos construir juntos. Meras fantasias tolas, para
que elas me servem? Apenas para me frustrar, ficar devaneando com você, e com
todos que passam pela minha cama. Preciso disso, dessas imagens de futuros
inexistentes, preciso me prender a esses devaneios, para poder me prender à
algo que eu posso me soltar mais facilmente.
Esses desvarios na verdade me machucam , me prendem e me
enfraquecem mais do que se você por livre vontade me deixasse. Me entregar ao
seu amor não me conforta, me dá medo, sim tenho medo de amar tão
verdadeiramente que eu me perca. Minhas fantasias me suprem, são lindas,
perfeitas e com finais felizes. Lá tudo sempre dá certo, você é perfeito, nossa
vida é perfeita. Nosso amor é completo e sem falhas.
Me entrego a devanear, mas não só com você. Com todos que
partilham meu corpo. As vezes nem isso. Só uma cruzada de olhares no
supermercado já imagino toda uma vida. Vou entregando meus sentimentos à esses
pequenos momentos de coisas que não existem. O olhar no supermercado, era
apenas um olhar.
Quase sempre eles não me dão motivos em momento algum para
que eu crie meu mundo de falácia. Eles não me diziam para criar expectativas,
não me diziam que me amavam, mas eu sem perceber já me prendia as minhas loucas
divagações. E ao mesmo tempo buscava outros sabores, outras diversões, outros
corpos. Talvez para me dispersar e deixar meus sonhos loucos, talvez para fugir
dos meus pensares.
No fim buscava a maior infinidade possível de prazeres, só
para não me entregar ao teus braços. Agora não te tenho mais, porque te
dispensei, porque você dizia me amar. E eu não queria me prender.
Agora não te tenho, e não tenho ninguém no momento. Fico me
alimentando de minhas alegorias de amores, de minhas histórias da carochinha.
Digo para que ninguém se apaixone, para que eu posso me apaixonar por todos,
Para poder ter o amor e o sexo de todos.
Enquanto insisto não partilhar meu coração, fico partilhando
me corpo. Que é mais resistente as pancadas. Meu corpo se recupera bem de hematomas.
Mas já qualquer coração, demora mais. O meu as vezes demora anos para sanar de algumas
chagas. Em outras vezes, um banho frio resolve tudo. Lavou, ta novo.
Sim, digo para que não se dar ao trabalho de se apaixonar
por mim, porque a bagunça é grande demais. Deixe que eu te ligue, deixe que eu
te procure, deixe que eu diga venha. Já que pode estar ficar em outros braços,
não prometemos nada um para o outro.
Vai então, te deixo livre assim como os outros. Assim como
os outros te entrego meu corpo, porque ao prazeres da carne eu sempre me
entrego.
Leve as lembranças de nossas noites e carícias, e me deixe
aqui com as inquietudes do meu coração.
(Doda Pereira 24/05/2012)
quarta-feira, 23 de maio de 2012
El tiempo de la delincuencia
Arte: Murilo Chibana
Voces airadas, entonces, ¿qué decir?
Demonizado por la mera existencia,
Soy gitana, soy mujer, soy piezas de ascendencia,
Condenada por ser todas ellas, por lo mando a distancia de
manos conscientes.
Se seré del la vida, lo seré
dibujo de sangre y las lágrimas, que seguem acabando.
Dejáme ser el feto que generam vida, que generam o luchar.
la elección de mis voces interiores, ¿lo que dicen ?
Libre y ligero, el pelo suelto, me tiró
en busca de mí en la tierra de las atrocidades,
cometer deleita poco práctico,
permiso completo, la nariz del propio soberano.
Que juzga mi conducta, se ha perdido!
flotar entre los cuerpos que se combinan, son flexibles,
dobla-te ah las alturas en anatemas clarividentes.
Gitana de ojos caramelo bailando en las montañas de la Giudecca
Gitana de ojos caramelo bailando en las montañas de la Giudecca
terça-feira, 22 de maio de 2012
Brinde encontrado
Lúgubre era o aroma caótico
e do lume à névoa cristal
no piso glacial, alcanço objetivo
em cena, a aquarela incolor de faces gorgônicas
o lustre é o desespero instaurado nas expressões
crãnios e contos, mas tudo fugia da minha atenção
sobriamente no contínuo enredo, o destino diante de mim
As monções retumbaram alguma informação sequiosa
a prosa mental encerra-se defronte ao incomun lumiar áureo daquela cadeira
sento-me ... a vista, chá ... um trago ... o espelho
o âmago do líquido de sumo inestimável
acende efeitos e sensações desfibriladoras brotam de minhas entranhas
a façanha acompanhada pelo sentir da rodagem
não sei se a cabeça, a mente, a cadeira, Cocytus, o vento, giravam sem cessar, desvairadamente desordem, lampejos, sinapses, rodando, girando, girando, girando ...
A face no espelho; lá vejo
xícara erguida ...
- Saúde!
Duque de Copas diante de Sócrates
A condição solitude
Dos traços românticos de fim de mês
não possuo mais nada
não lembro daquela parte do refrão
que marcava o momento que agora esqueço
foi você, quem sabe, talvez
em algum instante, me sorriu, não me recordo
numa viagem qualquer, pela manhã ou noite
um beijo que não carrego em reminiscência
olvide teu cantarolar de versos
daquela poesia que desconheço
desmereço,
destempero ...
desista de mim, amor
André Café
Além do fim
Suspensa, reinventa a flor
que venda, a sobra da cor
Chega, vem cá
molha, o teu cheiro em mim
Me dá o teu arder, sim
Mãos além do fim
Suspensa, exala a dor
entenda, me fiz sabor
Chega, vem cá
molha, o teu cheiro em mim
Me dá o teu arder, sim
Mãos além do fim
(Bia Magalhães, Mário Lacorrosivo e André Café)
A condição púrpura
Em ritos de faca e sangue
no ato exato do tiro escondido
onde se corre e mira
onde do nada, tequila
e regras diluídas e sorvidas pelo raso
A ponta do passo de sobrevivência é o improvável
o apelo a ciência é necessário
ao cientificismo, descartável
ao proselitismo, fatal
O fio da lâmina tênue da sobrevivência
não julga o sim e o não
tampouco o ser e 'estar', o estar e 'ser'
a condição é púrpura, na falácia das hemácias pululantes
André Café
A condição madrepérola
![]() |
| Joanna Chrobak, Narciso |
Eu não sei fazer poema
eu não sei recitar versos
eu não sei decifrar estrofes
não sei segredos de cofres
dos saberes submersos
Eu não sei fazer música
eu não sei cantar em lá
eu não sei ler partitura
nem desvendo tablaturas
fixas em correntes de ar
Eu não sei ser madrepérola
eu não sei como brilhar
eu não sei do regurgito
nem como tornar-me mito
pra minha vida decantar
André Café
Há condição poeta?
Desvio de reta, desvio da reta, desvio na reta
retomada folclórica de tempos de antes e durantes
mas não o tempo, a forma
mas não a forma, o labor hiperbólico
mas não o labor, a honra glamurosa
por mérito e métricas, inexigível réplicas
De tudo e de todos, apenas poucos olhos perolados
de lados, oblíquos, intransigentes
no reino do sim e não, és, imperador
do amor, da dor e torpor, do visto e bem quisto
existo ... não
resisto ... não
de joelhos diante do sabre ceifador dos gritos populares
em cantares e poesias
Sorria!
no dia do etiquetado
André Café
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