quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tempo curto


O que falam e gritam os ponteiros e seus ângulos quase certeiros?
Com seus tic-tacs que sempre correm e ecoam na noite sublime
Com ponteiros que sempre e comumente voltam pro mesmo ponto

As horas carreiras aqui vão e volta quase no mesmo eterno segundo
Todas na pressa de por vir, do atraso à chegada, não se prostam
Não se limitam jamais na espera, hora vaga ou hora quem dera

Que por valia ou por honra não se preza, a hora do rico ou do pobre
Deles as horas andam a fugir, a correr, pois lhes faltam a verdade:
Que hora nenhum se faz sacrifício pra quem vive intensamente

(Ítalo Lima)

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