Embrião de toda revolução (ou O bloco dos que contrariam)
Desde menino do buchão,
não lhe cabia porque sim, porque não.
Queria mais era contrariar,
acabar com esse jogo de palavras
que mais parecia falsear
a realidade dos fatos
do que ao ouvidos encantar.
Mesmo que não entendesse o que fosse,
sua boca sempre perguntava
Por que sim? Por que não?
Por que não um sim? Por que sim ao não?
Só quando jovem é que veio entender
e fundamentado se defender
Tá certo, que teve de aceitar
algumas coisas para poder se sustentar,
mas isso não o fazia calar
e a cada transformação,
uma nova interrogação
que foi se juntando a de muitos outros que pertenciam
ao bloco dos que contrariam
E a partir daí se definiam revolução,
procurando no coletivo de sua indignação
a construção de uma sociedade
com uma integração
de verdade.
Suzianne Santos
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