quarta-feira, 22 de maio de 2013

Minha mãe



Meu amor.
Minha vida.
Minha verdade.
Minha amada.

Nunca a esquecerei.
Minha existência.
Eu sou parte dela.
Ela é parte de mim.

Ela é linda.
Ela é o tudo e um pouco mais.
Ela é minha senhora amada.
Minha vida na plenitude da paz.

Lucinete mais que especial na minha vida.
Meu amor por você transcende as barreiras do universo.
O mesmo amor em dois corpos diferentes.
Obrigado universo por este belíssimo presente.
Lucinete minha amada, minha vida, minha verdade, minha amada mãe.

Autor: Dhiogo José Caetano

Desbotado/Desabotoar



Cá estou, com meus botões,
Desta camisa gasta e desbotada,
Que tal qual um não amor,
Já não mais me serve,
Não mais me veste.
Fora tendência,
Da passada estação.
Portanto, passou!
E eu, cá com estes botões,
Sei que na próxima estação,
Outra de decote insinuante,
Há de desabotoar o que não cabe no peito.

Weney Neco (13/05/13)

O Encontro



Decidi promover o encontro
do meu "eu" interior com meu "eu" exterior
para ver se eles ainda se reconhecem...
Tenho dúvidas quando a esse reconhecimento.
Ambos estão muito diferentes:
- Um pela idade e o outro por ter certeza de que nada sabe
está moribundo por tantas cirurgias no cérebro!
Mas continuarei lutando, sempre.
Desisti, jamais!

Carlos Costa

disponível em: http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2013/05/o-encontro.html




Te molho e te olho
ao beber dos teus lábios
Te calo mas falo
que fale-me ao ouvido
Te sinto e não minto
sobre tudo que sinto

E ao sentir, transbordo
até tocam-me os sinos

Haschi Faria

Sabe o Amor?



Daqueles de Amor mesmo,
Amor-amor,
Qualquer amor,
Dos de verdade...

É o que nunca deixa de ser
Uma bonita valsa
Que se toca com um violino
Faltando uma corda.
-Mas é bonita!

E a gente se apaixona todo dia,
Todo santo e pecador dia.
-Senão, desafina.

laelia carvalhedo

“eu não sou bom com o amor”



“eu não sou bom com o amor”
“eu me dou bem com as palavras”
esses são os clichês de um escritor
só que na verdade
nunca fui bom com sentimentos
eu tenho alguns dentro de mim
mas os levo presos na garganta
e os dissimulo com um pouco de ilusão etílica

então acabo escrevendo sobre mulheres
– que sequer conheci – para afagar o meu próprio ego

realmente
eu nunca fui bom com o amor

eu experimentei algumas vezes
e até gostei por um certo tempo
mas com o passar dos meses
a velocidade do vento
apressadamente
agravava
daí se fez ventania e partiu

de partidas
eu entendo
nelas
eu encontro a dor

e aí surge a dúvida:
eu não sou bom com o amor ou amor não é bom comigo?

(Laís Grass Possebon)

O sofá amarelo que você me deu



me diz o que passou pela
sua cabeça quando
resolveu partir
e me deixar abandonado
desolado e sentado neste sofá
amarelo e gasto
de amor

apenas eu e a minha
misantropia
atulhado de melancolia
sou isso que restou

você deve ter escrito
em algum pedaço de papel
coisas do tipo:

“tenho que partir. não quero mais fingir esse sentir tão oco. não vou mais me despir e deixar você exigir esse nada que eu tenho a oferecer.”

depois rasgou e jogou fora.

preferiu mentir
como subterfúgio
e me iludir
como escapatória
e deixou de ser o meu refúgio
se tornando apenas uma parte
da minha história

(Laís Grass Possebon)

De todos os céus


Eliane Barreto

Vale da paz



Um vento gelado tocava a minha pele.
Diante dos meus olhos a vastidão de um jardim que reluz paz.
Flores brancas desabrochavam constantemente.
Sentia uma paz que adentrava a minha casa, o meu corpo, a minha alma...
Borboletas azuis sobrevoam o ambiente.
Uma canção de paz inspirava até as aves que sutilmente dançavam no ar.
A minha alma como uma pena levitava visitando cada flor que instituía o vale da paz.
A cada toque uma nova essência surreal era deixada no íntimo da minha alma.
No céu um sol irradiante, que tocava e curava todas as feridas do meu corpo.
Tudo passou... tudo se fez novo...a glória da arte se concretizou diante dos meus olhos.
Quanta luz, quanta energia positiva, quanto amor reluz daquele lugar.

Autor: Dhiogo José Caetano

Em Cachos



Para Raíssa Stefaní Cornélio

Os Cachos dela
Lacrimejaram sobre ele
lubrificou sua alma
interpretou paixão
manifestou protestos
em cachos

Os cachos dela
Desembraçou prazeres
Formando nó de viciados
Entrelaçando paixões
Desembaraçando espasmos
em cachos

Os cachos dela
Desligam despertadores
Emudecem celulares
Acalmam problemas
Agitam o mar
Contamina-se de beijos
Em cachos

Os cachos dela
Cheiram à distancia
Sufoca a infelicidade
Dreda meu equilibrio
E mudam o tempo
Que agora,
só se mede
Em cachos
Encaixados
No relógio
Da nossa paixão

Vinícius Oliveira

Versinho na Ponte



Fui pra baixo da Estaiada
Te comprar maço de flor...
-Tive cacife só pra uma-
Pedi num papel bonito,
Bonito era meu amor!

Foi tudo pra te presentear,
Dar um mimo pra tu me beijar,
Mas tu nem quis,
Tu nunca quis,
Nunca nem quis me dar um Kiss!

Pra terminar de acabar
Tu deixou minha flor murchar
-E meu peito indo-se embora junto...
Eita, dor que foi de lascar.

Fui pra cima da Estaiada
Pensando em fazer besteira
Chegou TV, bombeiro
Parente, e um mói de gente...
O siribolo era grande,
E maior, meu desespero.

Já no ponto de cair,
Alguém me grita lá de baixo:
- Pule não, meu filho.
A Florista.
-Tu tem troco pra mais flor, quer não?

E eu quis.
Mas só gasto minha flor com quem bem-me-quiser.


Laelia Carvalhedo

Consequência




Sou talhado pelo sol
Forjado nessa quentura
Sapecado pelo tempo
Espelho da criatura
Que passa a vida vendo
O tempo fazer pintura

Revoando nas alturas
Imitando o carcará
Na Praça Pedro II
Comecei a avoar
Na estrada tenho sonhos
Sem pedal para frear

Deus deu asas pra voar
Porque é que vou descer?
Tive o sonho mais lindo
Em rima vou escrever
Num papel infirulado
E mandar até você

Mar, menino, só tu vendo
O tempo que tudo ensina
Vai rodando, faz marmota
No registro tudo assina
Meu coração é resultado
Do calor de Teresina

No fogo dessa menina
Sentimento se tempera
Corro atrás do meu sorriso
Que o tempo não espera
Quero a felicidade
Que ilumine a atmosfera


Sombras



Oh sonhos sombrios,
Oh sarcófago de meus desejos,
Oh soturnas chamas de brios
Fugas nas sombras pérfidas
De meu ser e não-ser.

Deixa-me esvaziar das lidas
Falazes nos abismos de Severus
Que confino-me para Letes!
Oh acerba alma que eu abismo
Aos bosques de Dríade
Ao meu desejo ou suma loucura,
Desvario! Oh sorumbática fortuna!

Esvazia meu coração
Que o verme mundano
Putrifica em meu espírito
E petrifica-me o âmago.

Davys Sousa, 2006

O rosto



de Davys Sousa (07/07/06)
-
Marcado pelo tempo, atravesso noites e dias
Às vezes ledo, às vezes triste.
Triste fosse a quimera de um homem
Antes em suas fugazes horas.
-
O choro abafado atrás da parede
É senão prece ao que se parte,
Desta resignação melancólica.
-
Não sinto lamento às coisas fugidias
Pois, a todo momento me desfaço
Mesmo que minha alma venha a ter mil rostos
Expostos sob sua superfície, e mesmo
Assim vejo somente um único rosto refratado entre os mil.
-
Sinto o tempo no rosto,
E olho a um horizonte imenso:
- Que triste não saber florir!

Fly



Pássaro ferido,
avião que bateu no chão,
figura antepassada,
porque agora já descansa
na paz de sua cama
feita da terra,
abudo, crateras,
bactéria.

Não quero dizer
que não vive,
mas, sei que vive
em cada dia
a quem possa
lembrá-lo,
quem possa a sala vazia
o esperar
como soído soi-disant...

Bem! o que aconteceu...
já aconteceu.

Agora lá!
Migra aonde as almas
são deixadas.
Pássaros com asas quebradas.
Chora...
Choro...

[Lágrimas contidas].

Deixa lembrete,
Rende o que teceu.

Aconteceu!

Sorre?

Sorria

Não riria

Mais.

Migrauma virtude,

Talvez!

A vez chegou,

Hora já marcada,

Atitude

Não teve.

Contar?!

Não disse nada.

Agora, voa.

Fly! fly...

Fly away

Vai aonde almas solfejam

By, meu lembrete!!!

Fly away...

Fly away back!

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Quem esqueceu?

A quem não doeu?

Correu? Cresceu??

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Escreveu!

Criou uma "Alma Mater".

Lerá:

Ferreo

Estima

Raiz do seu

Narcismo,

Ardor

Na busca,

Delimitado

Orgulho...

Finis!!!!!!!!!!

Davys Sousa

Ao teu abraço



(Poesia dedicada a Ex-My Sweet Lover - C.F.J. - 23/02/06 às 01:30 a.m.)
...
Quero-te em vivo ardor de meu estado,
Em atribuições românticas, pairando-me
Em teus traços, em tua boca como aquele
Que a beija e almeja as carícias.
...
Amo-te suave em estado de graça!
Seria este, o amor que continuamente sonho?
Respiro dentro de mim desejos
Cujo amor me subjuga aos anseios
De sentir-te em carícias e afagos abertos
Deflorando-os em teu rosto.
...
Perco-me em ti
Como a água no deserto
E há amor que cresce em mim
E é quase eterno para ti.
...
Respiro desejos.
Respiro-te em sonhos
Para me justificar em tua ausência.
Respiro a tua geografia em essência.
Porque amar, no entanto, é tudo
Mesmo, ainda, sem esperança de sempre estar.
...
A tua boca à minha boca
Que se cala, apenas, ao desejo que me empresta
E subjuga-me num ardil beijo
Com chupadas em que me converteste ao teu abraço.

Davys Sousa

Contemplo tua presença, Senhor



Raios solares refletem nas folhagens

Abarcados pela leve carícia do vento

O cantar dos pássaros são sinfônicos

Que elevam com veemência as sensações de liberdade

Que se consolidam ao abrir meus braços

para sentir a presença do Criador.

Seria leviano ignorá-lo, esquecendo-se de suas obras,

Da natureza calma e tranqüila

Do som das águas das cachoeiras

Que vão tecendo seus destino causando admiração

Queria ficar mais um pouco aqui

Contemplando estas árvores, cujos galhos imploram

Para serem realçados e enxergarem a Deus, o Criador.

Não quero ir embora e deixar este beleza natural

Vista por meus olhos criados por ele

Na plenitude de sua vontade de sermos felizes

Em profunda harmonia com a Natureza

Eu consigo sentir o toque das  mãos de Deus

Quando uma leve brisa sopra em direção a mim

Eu consigo, sobretudo, prever que ninguém

Será mais feliz do que eu

Porque a felicidade resume-se na intensa

Contemplação das obras divinas.


José Neto Formiga

Delírios



Fogem de mim a inspiração para escrever.

Por quê?

O que eu deveria fazer para que a essência poética

inundasse meu peito, transbordando-o de sonhos,

fantasias, e desejos incessantes de expressar

tamanha ciranda de alegria através das palavras?

Não, não sei.

Será que a fonte secou?

Será que não mais escreverei versos?

Será que não mais ouvirei o que diz meu coração?

Será que estou ficando louco?

Será que já sou louco?

Resta-me a morte.

Não mais terei forças para viver.

As palavras são minhas artérias.

Se me faltam, morrerei.


José Neto Formiga

Infelicidade



Vivo a felicidade alheia,
Escondido por trás da face risonha que exala a alegria de vida.
Eu estou lá, em trajes desumanos, desprovidos de risos e alegria
Eu estou lá, mergulhado na melancolia, mas bebendo na mesma fonte de alegria
Vivo intensamente cada momento,
Como se ele não fosse durar, mas vai durar,
Porque quem tem a alegria de vida em seu rosto, tem mais vida.
E vida, e eu não tenho.

José Neto Formiga

Saudade encantada



Áureo João de Sousa. Teresina, 25 de abril de 2013.


 Procurei...
não encontrei o meu amor
e, prá não chorar,
vou conversar só,
vou falar de flor e não de dor,
vou desenhar, riscar e rabiscar, sem hora de parar,
pintar um colibri e borboletas de todas as cores,
pentear os cabelos,
sentir o vento na janela.
Eu vou sair,
vou caminhar,
andar em círculo
seja por onde for...
Eu vou... eu vou... não posso parar.
Vou pintar estrelas,
mitos e constelações.
Eu vou sorrir no espelho, só...
prá não chorar ...
da saudade de você.
Vou fazer letras no tempo,
música no vento,
um poema de criança
no retrato do tempo, junto ao meu e ao seu...
só prá não chorar de saudade de você.
Eu vou riscar o horizonte
com a luz do meu olhar,
grafitar gravuras no alto do céu,
com tintas da imaginação,
só prá fazer você lembrar
da saudade que eu sinto de você.
Mas, seu eu chorar,
vou regar as sementes e as flores,
saciar a sede do colibri,
molhar o vento e o tempo;
e que a chuva não seja maior do que mereça,
e o sol não cesse de brilhar;
vou conversar só,
vou falar de amor e não de dor.

Disponível em <http://aureojoao.blogspot.com.br/2013/04/saudade-encantada-poema-poesia-e.html>.