quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Não cala-te




 Não é do meu feitio
Calar-me
Possuo histérica
Abominância ao silência
E a raiva nesse momento
Me tem a assonância
De um alarme.

Não cala-te, pelos céus!
Não cala-te, jamais,
Que a tua boca
produz o eco
Que não ecoa nos jornais.


Não cala-te;
O silêncio não tem serventia
Enfrente com valentia
Os impérios colossais
Os mesmos que reduzem-nos
De vozes humanas
A seres banais.

Vais, não cala-te
Que tu quereis a paz
Arme-se de todas as artes
Para cantar em toda parte
Por aquilo que desejamos mais.

Vanessa Teodoro Trajano

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