| Michel Pincault - Solar |
Nem chama, nem sede
se rende ao longe o pequeno
por mais que a lua brilhe
deixando o terreiro sereno
Choram as criaturas mágicas
fez-se fim rota calejada
e de nada o orvalho serviu
tampouco o flamejo d'alvorada
Consciente, cálido, errante
o olhar mira o distante
num ponto de luz em silêncio
Todas as cores cinzadas
as bocas amordaçadas
é sombra pairando no que penso
Parcelas, pesares
miragens, olores
suspendo no ar
profundo pesar
de mil desamores
Humanos, altar
covil, sonar e neve
o nunca encontrado
já fora roubado
de onde jamais esteve
André Café
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