quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Parcelas suspensas no mundo do ar: A desbota colorida
Apenas eu um ponto cego sou
num mar imane e libertador
que nunca o todo ninguém desbravou
em chuvisco fino o trovão, transformou
com intuito único desfibrilador
Nem Sol ou rocha de mim desistiram
plantando ternura de forma invisível
num risco destino jamais sucumbiram
com todas as lágrimas sempre insistiram
na mandala de cor, expurgado desnível
De olhos abertos para brisa presente
o cantar da copada amua a solidão
a vida alçada de forma iminente
ao mundo suspenso de meu coração
Serve pra conduta os lagos chorados
sigo para luta com reminiscências
mente calejada, corpo fechado
labuta que segue, essa da existência
André Café
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