quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Todo, por ela
Ainda, seguindo torto
no porto, o barco procura
flutua, no traço do riso
aviso perdi tua pista
de vista, refiz o caminho
num vinho, amargo a jornada
em cada sossego me espanto
teu canto que ainda persiste
e insiste, em ser a luz guia
por dias, ou por uma noite
açoites, tenho enfrentado
de lado, coloquei tudo
e mudo, estou a tua caça
pirraça, é só o que faz
refaz, toda minha vida
e ainda, sorri com frieza
beleza, é tudo que vejo
teu beijo, é tudo que quero
e espero, além do horizonte
defronte, tua lucidez
talvez, ter-te em meus braços
e num abraço, tomar o teu ser
André Café
veja também: Por ela
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nossa, adorei. Lia enquanto cantava, enquanto imagina a cena, a cena de uma busca; uma espera. Algumas fortunas por "ela". Os sons das palavras deixaram o poema à vontade. AMEI! É forte, cheio de sentimento, e meu pensamento agiu, imaginando essa cena... muito bom mesmo!
ResponderExcluir