Vinhos, vestidos e preliminares
Aquele beijo era caro,
raro e necessário.
A violência das suas mãos era Deus, só podia
Já que eu adorava quando sua língua me vestia
E depois de mim fugia,
Há algum tempo que eu era afluente e ele rio
Só ele sabia me amar do jeito que eu gostava
E eu era mercadoria,
até que o valor tornou-se praxe, fim de estoque, até quando eu comprava-o
e sempre, no final da noite, terminávamos com o troco
com a sobra dos finos desejos
Nos ofertaríamos ao ardor do beijo, do seio, a qualquer preço
(Rosseane Ribeiro)
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