quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MANIFESTO


Ao poetar dos poetas e das poetisas,
Ao filosofar dos filósofos e das filósofas,
Ao filosofar dos poetas e das poetisas,
Ao poetar dos filósofos e das filósofas,
À crítica,
À atitude,
À juventude.

Abraços,

Áureo João
Teresina-PI, 07 de setembro de 2011

Data vênia, Excelência Doutor X,
O que faz sua autoridade especial?
Eu não sei... Não sei...

Não faz poesia, ironia, algazarra, nem anarquia,
Não dorme sem janta,
Não toma café sem pão,
Não come beiju de goma, cuscuz no azeite, farofa com ovo,
Não almoça baião de dois, feijão com arroz.
Éh!!!

Data vênia, Excelência Doutor X,
O que faz sua autoridade especial?
Eu não sei... Não sei...

Não faz bom dia com gente como a gente,
Não traz felicidade à juventude, mocidade, melhor idade,
Não vive na correria,
Não conhece lógica, poética, linguagem e vida de periferia

Data vênia, Excelência Doutor X, Y, Z
Cadê você?
Cadê você?
Que não se vê,
Não se enxerga, não se rever...

Data vênia, Excelência de Doutor,
O que produz a sua autoridade especial?
Eu não sei!!!  Não sei!!!

Não dá lucro prá sociedade,
Não produz a comida que estraga,
Não faz a bebida que derrama,
Não traz felicidade à juventude, mocidade, melhor idade,

Data vênia, Excelência Doutor imundo,
Você não sabe quem é o cara que você chamou de vagabundo
Não!!!  Não conhece não!!!

Mas eu sei... Eu sei:
Filósofo do mundo,
Poeta da vida,
Compositor de sua história,
Construtor de boa obra!!!! Fazedor da própria vida !!!
Toma café sem broa, feijão com arroz,
Fuma cachimbo com Preto Velho,
Toma chá prá dormir de boa
Éh!!!... Éh!!!...

Data vênia, Excelência Doutor imundo infame,
Tô de olho no teu mundo,
Verme social,
Identidade do consumo desvairado insano,
Capital vagabundo,
Cerne da exclusão social.
Éh... !!!

Não faz bom dia com gente como a gente,
Não faz feliz cidade nem sustentabilidade ao campo,
Não vive com ética e paga prá ver o tombo,
Não conhece lógica, poética, linguagem e vida de mundo quilombo.

Data vênia, Excelência Doutor mau-mal,
Tu vai pagar no Tribunal.
O Juiz é Nóis,
A Justiça é da Luta nossa: coletiva e social.
Entra na roda, roda com a roda na roda do mundo, prá não cair;
Roda prá não cair só e não cair a roda, você que é o Estado vagabundo!

Você vai temer, Vai se tremer;
Vai respeitar Nóis ou vai se cagar;
Se não..., cai fora da roda.
Pisa na linha, não erra, não ferra.
É assim no Tribunal da Terra.
Éh!!! Éh!!!


(Áureo João)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Elixir


Do gerúndio desprezar: os sentidos rigorosos, brandos, ofegantes, e que de alguma forma me regem e simplificam meu desespero dos passos perdidos. É, eu criei um chão onde ninguém consegue alcançar.

Com os dias contados, as horas estragadas em viagens ao passado, descobri o quão jovem é a incapacidade de não chorar e lamber os vícios dessa vicitude matinal, que encobre a passagem para a morte.

Com as sobras da coragem, oro pela imortalidade da alma em suscintas marchas por areias que penetram lentamente sobre veias e coração. Rastros que a vida há de ensurdercer em dias de serenidade e rouquidão. Interfiro na repetição de cores e amores para as sobras não sublimarem, lá na frente, a esfera perdida: o olho preso e quente...

É de se provar essa vida toda, que é feita, essa vida. Cercando o chão com os joelhos em pose de adoração, ergo as mãos para lacrimejar a íris e ver que o mundo todo olha por nós. O resto é quase banal. Rezo por tudo o que não há fim, em mim...

(Rosseane Ribeiro)

Auto retrato

Sou fragmentos de poesias
Sussurradas no silencio de madrugadas frias
Sou meio mentira, meio verdade
Resquícios de sol, lapidados pela perfeição da lua
Delicada como uma flor, e dura como uma rocha
Eternamente inquieta
Sempre em busca de entendimentos incompreensíveis
Sou o contraste de mim mesma
Tentando me encontrar
No meio desta turbulenta calmaria.


(Hosana Marques)

Bêba.da, da vida, em partes dela


Beber do vinho e lanejar a vida, boba e inteira, em manhãs, primaveras, noites e outonos. Crescer na vida em estações, em fugas e esconderijos. Nada serve de abrigo quando ao enlouquecer e secar o copo, o corpo, de longe desfalecer em datas de um calendário já partido.


Nos vazios dos corredores, queira deixar, correr dores, pode deixar ser uma onomatopéia, um eufemismo, uma hipérbole, uma pena e um pincel. Escutar a vida em sentidos esticados, retraídos, lascivos, distantes, apenas sentidos, sentindo, e não apenas isso, é melhor e mais, é agindo que se vive dessa vida que nos leva.


(Rosseane Ribeiro)


Expressão com arte




Eu via esta poesia
Declamada em pleno meio dia
Com tanta rebeldia
Que quase nada se entendia
Quanto mais se gritava
Mais se inspirava
E mais parecia com um tipo de arte
Mas com tanta força com que gritava
Só se ouvia esta parte:
Poesia, Rebeldia e Arte !!!

(Victor Augusto)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

amor, estranho amor.





Se me queres só uma, multidão
Se me queres contida, palavrão
Se me queres artista, do povão
Se me queres leveza, imensidão

Se me pedes amor, complicação
Se me pedes afago, sou tesão
Se me pedes loucura, sou razão
Se me pedes presença, ilusão

Ela te dava flores e perfumes
cartas, bilhetes, essas coisas de mulher
Ela era amor, tango e bolero
a perfeita, a eleita, o bom café

Ao contrário, sou brigas e trovões
O inferno em forma de mulher
o rancor, os espinhos e facões
o defeito, a desfeita, a marcha ré

E das duas, que é que te esquenta?
Das mulheres, quem foi que escolheu?
Dessas muitas, quem te deixa inquieto?
é errado, é insano, mas sou eu.

(Fernanda Costa)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Bia Magalhães- Estrangeiro



A pedidos!! Especialmente para o Mário e André Café!

É assim que eu deito em teus braços


De como me apaixonei por um homem de 38 anos. Nada é para sempre. Era o que me diziam. É um desacerto que encurtará teus dias. Quando for jovem madura. Ele será teu homem velho e enrugado. Sim. Eu era a tal lira de 20 anos que os escritores perfilavam. A lira de alegrias. De amores sem nós. De normalidades. De pacata esperança de vida. Sim, ele era o enrugado. O rude. O vivido. O infeliz. O arrepio. O descaso. O atraso. A truculência.  O maldito que colhera o lírio do jardim mais sofisticado. Uma censura amargada por anos, anos de indiferença. Era apenas o tempo zombando. Sorrindo amarelado. Pondo em risco o pensamento de toda uma era. O que esperam de uma relação entre o homem e uma mulher. Que fossem fraternos? Amor de irmão? Ou outro disfarce mais apropriado. Como num baile de mascaras. Era uma estrada que não tinha volta. Que já havia percorrido toda, completamente até chegar a ti. Enrugado e velho para uma lira de dois decênios. Eu era feliz, porque conseguia sentar contigo e não te ver como um pai. Deixar-te com gostos. Salivando compulsivamente. E era nas curvas do teu rosto que eu também te via feliz. Esforçando para ser o melhor sorriso aquele modulado pela pele que se desdobrava. Enlaçando-me pela cinta me cobria com olhares e lances de um amor eterno enquanto durasse. Da convicção, de que nada é para sempre, verdade.  Era o meu palato, o segredo, o céu da boca, o desassossego. A poeira dos teus anos de vida, minha substância. Eu, o teu prato apetitoso. Tu, o sabor no ponto. Encontrávamos-nos na jocosidade das descobertas. Eu te descobrindo, tu me despindo a pele. Do cordeiro que seduzistes. Tu não era um mostro. Eu não era o anjo. Somos dois amantes. Nas onomatopéias que criamos. Na cumplicidade que burlamos. No respeito que nos fora roubado. Na certeza dos dias encurtados. É o que os outros falam. Hoje ainda te amo. Eu te amo meu enrugado. Nada seria mais seguro que um fim de noite varando o dia, eu nos teus braços


(L.D)

Eu não falo espanhol.


(de Mário para Beatriz Magalhães)

domingo, 4 de setembro de 2011



(Mário lacorrosivo)

Para entender o porquê te deixei quando te possuí por completo

Agora que o vejo como deveria ter visto desde sempre, tenho o nojo que se tem ao sentir as patas do gato, frias e macias, como a pele de um defunto, a lhe pisar o corpo sobre a cama. E confesso que não é medo, mas estranheza tátil de beijar a pele de um morto, principalmente quando antes de sua pele, tem-se a renda com gotas de plástico. As flores de plástico com gotas me dão aflição de unha, vontade de rapá-las dali, de rapá-las a verdade abundantemente encharcada e refringente de suas pétalas. Mas isso só é verdade de longe, de perto é falso de tão plástico. De longe só não é falso o nojo de beijar-lhe a face gélida de morto, de onde ainda reside alimento para ofertar aos pelos da tua barba. E agora a sensação é de que sempre beijei tua barba antes do rosto, como se beija a renda antes da face morta. Como um filtro que não te permite atravessar, para que justamente não te assustes quando possuíres por completo a face. Exatamente para não lhe ter por completo e acabar por vê-lo como não queria vê-lo, e por fim tê-lo que deixar, porque por dentro eu já não conseguiria contê-lo.

Dois em um

Um par ímpar, que é feito de dois, bem distantes das arestas. E são muitas delas. Era pra ser diferente. Não era pra acontecer com a gente. O fôlego faltou, as pernas amoleceram e tudo o que era amor, hoje é saudade cheia de vento.
Qual o resto ficará entre as sobras desses dias estranhos? Pedaços de mim são tatuados em seus sentidos. Percebestes que a saudade durou esse tempo todo, e que não há fim? Deixou-me embrulhada de questionamentos.
Vamos! Não demora, que a solidão pede companhia em dias futéis. Houve o desespero de quem não sabe qual o destino certo de beber o monte de tranquilidade e de prazeres mil. É inútil saber que a volta demora demais para nos acompanhar. A gente sabe onde é o caminho certo de parar.
Mas porque a viagem que te levou demorou tanto? Vai voltar com esperanças? Vai lembrar do tempos? Há braços aqui. Há solidão e beijos. Há um tempo em mim, porque ele ainda não se despediu.
Meu bem, perdido e destruído, é para você que a casa está quentinha. Espantei o cigarro, o medo e os animais. Venha sem medo de perder aquilo que eu ainda não prometi. Vem ser feliz que o sol vai se esconder para que à noite tudo possa ser blues.
Agora, empurra a mala atrás do seu corpo. Traga-me de volta a sua boca crua..

no le tops sorvete




Não quero mais ser forever alone
Nessa vida cheia de FFFFFFFFFFUUUUUUUUUU
Quero mais é ser AAAAAAAAAWWWWWWW YEEEEEEEAAAAAAAHHHHHH
Foda-se essa merda
Cansei desse poker face
Eu digo: Desafio Aceito
E no final me gusta gritar fuck yeah
Não me conformo com okay
Nem com nenhum troll
Com você nos herps derps da vida
Só vai rolar LOL

FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP FAP



(~le marco foyce~ ~le Mário lacorrosivo~ ~le andré café~)

Vitória do povo The


aos estudantes teresinenses


não se cala, não
emudece uma voz que
se vai pela rua, não
perde a guerra, mas
sangra na batalha;
não fecha os olhos,
deixa o dia terminar
com tua voz derrubando
muros; não se cala,
deixa, pois tua
voz já ecoa para além
de teus rios, pelos ventos
que sopram ao mundo
o doce desejo da
liberdade.
Valdemar Neto Terceiro

Morro


Eu no inverso em areia
de álcool na veia
balança felicidade

Depois defronte ao monte
em meia hora distante
faz fome, saudade

Da pena da arapuca
não sobrou um pio
desafio, derrotado

(André Café)

Os Rios

Os rios

Quero ter o Tejo me escorrendo pelos pulsos
Ver as lágrimas jorrarem abundantes
Qual as águas do Amazonas.

E como em um rio
o coração é um leito
que na estiagem das emoções e
na frialdade das insensações,
seca.

Aí, então,
no verso deslocado,
nosso amado Rio
desembocará
                        no manto da Terra.



                                                                                             Pedro Sena

Incom



Poeta incompleto
repleto de verso
reverso de intento


(André Café)

Saudade e amor



A saudade que sinto faz tua presença tão forte em meus pensamentos que nem parece estarmos tão longe. Fecho os olhos e te imagino tão forte em minha frente que quando os abro tenho a sensação de lhe ver, com perfeição. Vejo teus sorrisos, e em teus olhos cheios de brilho os eu te amo que tu dizes com tua boca, com teus beijos, com teus abraços. Ah!  Que braços de abraços; sinto ainda o aconchego deles e dos carinhos que tu me fazias. Lembro-me de quando ficávamos na cama, sem fazer nada, só nos olhando; não era preciso falar nada, nossos olhos nos fazia viajar no tão grande é o amor que sentimos. E os cheirinhos, que cheirinhos eram aqueles? Eles me faziam ficar com jeitinho mais menina e dengosa do que já tenho. Que falta tu me faz, uma ausência tão imensa que não me sinto completa, falta parte de mim, uma das partes mais linda que é você! E têm dias que não me aguento de saudade, mas quando foi que ela não nos inquietou, não é? Sempre presente, sempre ao nosso lado, desde o primeiro dia. Talvez tão quão a palavra amor esta pra gente quanto à saudade, lado a lado, fieis companheiras. A saudade que faz o nosso amor ficar cada vez mais forte e o amor faz com que nos apaixonemos mais e mais pra matar essa saudade em breve... E um dia pra sempre.

Eu te amo, e sei disso.

(Carpaso)

AMOR NO ATO




Era para ser só um amor de primavera. Primitivo ao estado das coisas e flores que se viam nas ruas. Ponto. O problema foi do embaraço que me trouxe a dúvida. Que me perseguiu por muitos anos de primaveras reprimidas. Tudo pronto par explodir. No boom dos olhares que nos observavam.
Calma. Foi o que me disse. Como num alívio, recuei a tal repreensão (ou insatisfação?). Eu mesma. Eu mesma ali sem resposta para nada. Como se a língua tivesse sido tolhida a teu sinal.
Eram os dedos? Que tremiam... em uma contagem regressiva. E faziam de mim um instante de completa ignorância. Sem ter mais o que fazer. Como fazer. E deitar-me no chão como se fosse a opção escolhida. CALMA. Outra vez, agora mais claro. Peguei o “si” que ainda sobrava de mim e guardei no bolso como se fosse a ultima parte de nós.
Adentrei por entre caminhos rarefeitos. Quase a me sufocar. Só para saber se o “si”, o cair em si, era suficiente.
Me perguntei. O que foi mesmo que você falou que calou todas as minhas células?
Era primavera. E eu buscando o inferno que poderia haver por entres as rosas. Eu finalmente explodi? Foram as larvas minhas vestes por este tempo? Ou as cinzas a escorrer em meu corpo? Porque assim. Dessa forma: na iminência de mais oxigênio. Pareço refém da menor partícula que respiro.
E isso passa? Pergunto a esse desejo. Caliente demais para posicionar-se. No desconforto do milionésimo ato, permanece em mim aquela primeira imagem. Teus olhos me pedindo calma, e teus lábios tentando me acalmar.
Eu não vim aqui para falar de amor. Foi o que você me disse. Eu ainda insólita. Tentei burlar minha escuta. Encaixando esse  quebra-cabeças que se formava em um universo só meu.
Essa era bem eu. Tentando ser uma oura que nunca imaginara. Guardaria esse outro para uma próxima primavera.
 Não era eu em chamas.

L.D

quinta-feira, 1 de setembro de 2011