quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Baile de máscaras


Veja em meu peito aberto
o para raio das angustias
adrenalina em eletricidades
em correntes de sofrimentos

Muita coisa despejada numa caixa dagua
derramada em lagrimas
reposta em álcool

Quando os rios de lágrimas
descem pelo esgoto
em galopes de boiadas desesperadas
quebrando tudo pelo caminho
comendo tudo que é verde
pisando em tudo que é fértil
bebendo tudo até matar a sede
e indo embora ao amanhecer
quando o deserto despertar

Umbigo na frente dos olhos
faz pose de luneta
no mundo colorido do protagonista

Só quem pensa em conjunto
acalenta a sede do individual,
quem quer beber sozinho
morre afogado no poço.
Maldade fantasiada de boas intenções
engana até a si mesmo
construindo fachadas luxuosas
em casebres pobres
enriquecendo a feiura
que poderia se tornar beleza
se não usasse mascara

Fantasmas possuíram os corpos
dos canibais que mostra quem realmente são no carnaval
e só usam fantasias em dias normais
em um ataque silencioso
de ovelhas com fome de lobos...
só não comem concreto.

(MarcoFoyce)

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