
A lua alumia a noite que esquenta
O povo se achega, a poeira assenta
É menino chorando, é saia levantando
É sandália arrastando e caboco animando
É forró, é zabumba,
É causo de pexeira
É ciênça das braba
Segure o fole, cabra!
Na noite do sertão
As estrela se aprochega
Os santo se alegra
E as morena se enfeita
É poesia, é história de verdade
do caba trabaiador,
do caba que num se abate
E a música que toca,
e num podia deixar de ser,
é do rei do baião,
que padim ciço há de ter.
(Fernanda Costa)
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