segunda-feira, 14 de novembro de 2011

das noite no sertão



A lua alumia a noite que esquenta
O povo se achega, a poeira assenta
É menino chorando, é saia levantando
É sandália arrastando e caboco animando

É forró, é zabumba,
É causo de pexeira
É ciênça das braba
Segure o fole, cabra!

Na noite do sertão
As estrela se aprochega
Os santo se alegra
E as morena se enfeita

É poesia, é história de verdade
do caba trabaiador,
do caba que num se abate

E a música que toca,
e num podia deixar de ser,
é do rei do baião,
que padim ciço há de ter.


(Fernanda Costa)

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