segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mulher rendeira




Rainha dos discursos não praticados
Mestre na arte da invenção
Do que ser o queria, e não foi
Do que foi e nem pensava ser

Ela dizia e fazia
e contava mais um ponto

E nesse ponto contado,
nem um conto de verdade,
mas pra que realidade,
se o mundo é invenção?

Nessa história contada
ela acha que é santa,
musa de poeta bêbado,
linda atriz que canta,

Carro de corrida veloz,
cavalo de guerreiro feroz,
mas e o que somos nós?
pontos recontados
inventados nesse conto

Junta tudo!
Amarra! Faz um ponto!
Que nesse bordado todo,
ela é a renda que apronta!


(Fernanda Costa)

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