segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012



Tanta linha nesse nó
Tanta saliva no gogó
Tanto carro, tanto mato
Tanto fato e pouca razão

Quanta coisa que se diz
E nada diz do que se cala

Quanta pena leva a culpa
De matar o que já morre

Quanto sapato sem pé
Quanta igreja sem fé

Era tempo que se foi,
Silêncio que alarde

Ela, arte do revés
Ela arde! ela arde!

Sua cara, à tapa
O coração, às traças

Nesse embróglio todo,
Me diga, o que que há?

Um o c e a n o!
E ela, gota.

Fernanda Costa

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