quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma Pulsação em Espinhos



O vôo de um pássaro turbinado
em um bosque vivo e laminado
numa noite fria como suas palavras
em um terremoto que nada treme

O ponteiro do relógio, uma vela acesa
60 segundos para se pensar o que fazer
Um dia inteiro, talvez uma vida inteira
para abrir os olhos diante da realidade
em sua realidade inexistente

Uma pulsação à flor da pele
saltando crateras de emoções
inacabadas precisando de um ponto final
para que das cinzas sopradas, vire pó

Fragmentos de pequenas tempestades
movendo embarcações encalhadas
em bancos de espinhos brotados do seu ser
sob um raio de luz tenumbre e cintilante
saindo dos seus olhos que jamais abrira

Abra seus olhos, não um por vez
Precisa-se abrir os dois de uma vez
A cada visão, uma reação
Decida-se agora ou nunca!

Carlos Augusto Rodrigues

07 de março de 2012, às 19h05

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