terça-feira, 13 de dezembro de 2011



Fogo Cendeu

Quem eras tu?

Que em meu sonho fez um ninho,

Exuberante passarinho,

Lá no astral me fez carinho,

Encantou-me com teu olhar.


Como tão baixinho pudestes voar?

Com tuas plumas leves a me acariciar,

E eu, parecendo um menino bisonho,

Não percebi que tudo não passava de um sonho,

E só assim pude me atentar,

Que baixinho não era o teu voar,

Soberano era o meu voo,

Translucido era o meu sonho,

Coisa de menino bisonho,

Que com o tempo aprendeu no sono navegar,

E alto com os passarinhos conseguiu voar.


Graças eu devo dar!

Esperando atento o teu cantar,

Que com todo amor, muito esmero e atenção,

Transformei em poesia e guardei no coração,

Para acordado poder voar,

Onde estavas passarinho...

Para um dia poder estar,

Consciente no meu sonhar,

Aonde sei que estarás a me esperar,

Sempre a me observar,

Em teu ninho.

(Artéfio Bruno Martins de Alencar)

Em: 07/12/2011

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